quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Prometi...ajoelha... (continuação)




ET VOILÁ!!!...Encore moi, au Casino...

Nostalgia pura...

Bem, isto não me está a acontecer. Há pouco, encontrei um colega no café e comentei que, pelo menos há 25 anos que eu não trabalho no dia 31 de Dezembro. E chove e faz frio e não há gente nos transportes nem trânsito na rua...
Na sequência do meu post anterior...a nostalgia continuou.
Disse eu que, a primeira vez que fui passar férias com o meu pai, tinha sete anos. Aliás, fiz lá os sete anos. A minha madrasta fez-me uma festa muito bonita, convidou muitos meninos e meninas da minha idade...foi a minha primeira festa a sério.
Nos outros anos, era com o tio, a tia, o primo, um ou outro amigo da família. A partir do meu 5.º aniversário, também era com a GI e o irmão dela.
Quando fiz seis anos, estivémos os três e a minha tia. Cantaram-se os parabéns, apagaram-se as velas e fomos pela primeira vez ao cinema. Fomos a um dos cinemas do meu tio, o cinema Tivoli, em Luanda. Fomos vêr um filme de banda desenhada, O Ursinho Brincalhão. Lembras-te GI...???...E o teu irmão esteve o tempo todo ao colo da tia. Eu tinha 6, a GI 5 e o irmão dela 3...estávamos já mto crescidos...eheheheh...
Nesse ano, o meu tio teve que ir ao Lobito, que fica a 30 Kms de Benguela, onde nasci, por causa dos cinemas. Levaram-me com eles para aproveitarem e me levarem a Benguela, para eu conhecer a minha madrasta e os meus irmãos...estavam a preparar o terreno...foi nesse ano que o meu pai me enviou uma foto dos meus manos...um menino com 3 anos e uma menina com 1 ano. Já cá em Portugal, nasceu outro que eu chamo o Benjamim por ser 15 anos mais novo que eu...
Tenho lembrado, que quando eu estava nas minhas primeiras férias com o meu pai, os meus tios foram novamente ao Lobito e foram ver-me. Eu quiz logo ir com eles e dormi com eles num hotel no Lobito, junto ao mar...colocaram uma cama para mim na marquise da swit que tinha umas janelas em arco com ripinhas de madeira branca a fazerem quadradinhos...passei a noite a chamar os meus tios porque tinha medo do barulho do rebentar das ondas...de manhã, sem querer, chamei pai ao meu tio e disse: "- Desculpe tio, por eu lhe ter chamado pai. Agora tenho estado com o meu pai..." ele olhou para mim com o olhar mais ternurento do mundo, acariciou a minha face e disse: "- Não tens que pedir desculpa, gosto muito que me chames pai porque eu, sou teu pai...e podes continuar a chamar-me pai..." Fiquei tão VAIDOSA!!!...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Música no coração

No meu post de 16 de Dezembro disse que, ficaria para outras núpcias a história de, como eu, em vez de vêr o filme, li os livros.
Pois bem. No fundo, só tem interesse para mim e para a GI mas, vou partilhar porque são coisas que a gente nunca esquece.
Como já devem ter percebido, eu fui criada por uns tios. Nasci em Benguela no dia 2 de Julho de 1961 e, poucas horas depois a minha mãe faleceu.
Uma irmã do meu pai, estava em Luanda e, ao fim de 9 meses de eu andar de Anás para Caifás, lá fiquei com os tios.
Aos sete anos de idade, pela primeira vez, fui passar uns dias das férias grandes com o meu pai. E assim passou a ser.
Em 1974, o meu pai estava em Malange e lá fui eu passar férias com ele. Devo dizer que, desta vez, não sei porquê, custou-me muito deixar os meus tios. O destino veio dar-me razão. Já não vi mais o meu tio que, para mim, foi mais que um pai. Gostava muito do meu pai, mas ADORAVA o meu tio.
Como disse no início, eu, no máximo, passava um mês das férias grandes com o meu pai. Desta vez, sem eu perceber muito bem porquê, o meu pai nunca mais me levava para Luanda. Comecei aos poucos a entender, pelas conversas que eu ouvia entre ele e a minha madrasta, que o meu tio estava doente. Que tinha vindo para Lisboa fazer exames, que o meu pai não me queria levar para Luanda porque "se acontece alguma coisa ao meu cunhado, como é que a minha irmã vai fazer...", já falavam em eu ficar para sempre com ele e tudo, em matricular-me numa escola ali...APANHEI O MAIOR SUSTO DA MINHA VIDA!!!...
Nestes entretantos, eu e a GI, escreviamos uma à outra a contar o nosso dia a dia. Foi nessa altura que, a Música no Coração passou em Luanda e a GI foi vêr. Então, escreveu-me a contar o filme todo, tim tim por tim tim. De tal forma que eu fiquei apaixonada pelo filme, pela Julie Andrews, pelo Cristopher Plummer, pela chavalada toda.
Se eu já estava a querer ir embora, mais depressa queria ir. Sabia que o meu tio estava em Luanda e a tia em Lisboa. Escrevi ao tio a dizer que me queria ir embora e que o meu pai não me queria levar.
Aí, o tio escreveu ao pai "dando as ordens" que entendeu e escreveu-me dizendo que, estava doente, (ainda tenho essa carta guardada), vinha para Lisboa fazer exames médicos, mas já tinha escrito ao meu pai para me levar, e tudo estava preparado em Luanda para mim e no Colégio para quando as aulas começassem.
Poucos dias depois, o meu pai levou-me para minha casa.
E pronto, lá passei o resto das férias com a GI a falarmos da música no coração. Nesse ano lectivo, pela primeira vez eu iria ter inglês. Portanto, eu não sabia falar inglês. No entanto, aprendi as músicas todas do filme, ainda hoje as sei de cor e salteado. O pai da GI tinha escrito as letras todas e a GI ensinou-me as letras e as músicas. Tenho um caderno de linhas, muito bonitinho, forrado com papel escocês, onde tenho todas as letras e no final de cada uma, os significados. Havia um mínimo, né? Senão eu não percebia o que estava a dizer. Lembro-me que para fixar a palavra "homeland", dizia "omolete"...O que nós ríamos...Já só com 14 anos, no cinema de Cascais, que já não existe, é que eu vi o filme. Fui com a GI e o irmão dela. Eu sabia o filme todo, eu sabia o que ía acontecer a seguir, eu sabia as músicas, parecia eu que tinha visto o filme...
Já que falei no meu querido tio, e que disse que nunca mais o vi, pois foi...depois dos exames em Lisboa, foi-lhe diagnosticado um câncro num dos pulmões. Foi para Londres onde foi operado, retiraram-lhe o pulmão, mas não resistiu...faleceu no dia 12 de Outubro de 1974. Quando eu me despedi dele em Luanda, para ir com o meu pai, ele perguntou-me: "- Céu, queres ir com o teu pai?" e eu, não sei porquê, não queria, mas não queria arranjar problemas, com lágrimas nos olhos, virei a cara para o lado e disse: "- A mim tanto me faz, tio." Ele deu-me dinheiro para as minhas férias, deu-me um beijinho, abraçou-me...depois foi a carta...e depois uma saudade que não há nada que mate...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Deambulando...

Visitei há pouco o blog do Paulo Tomás Neves e, lembrei que ADORO esta música...esta, a que eu vou aqui a postar, aliás...adoro todo este CD de Enya.
Está frio, estou com uma grandessíssima constipação em cima, apetece mesmo é, fechar os olhos e viajar...sonhar...não pensar...sentir com o corpo e com o coração...imaginar...o quê, não digo...nem é preciso...
Only Time - Doce Novembro - For more of the funniest videos, click here
Não...não estou apaixonada...sou apenas romântica...e gosto..
Não esqueçam de fazer pausa na barriga do Teddy...Depois, não sei se irão gostar, sou suspeita, mas eu ADORO...aconselho ouvirem o resto...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Prometi...ajoelha...



Jantar no Casino 20-12-2008

sábado, 20 de dezembro de 2008

Este fim de semana

AI!!!...Estou muito nervosa e ansiosa...Eu já não tenho idade...o certo é que estou...
Hoje tenho um jantar de Natal no Casino Estoril...
O que eu andei às voltas com o estupor da toilette...!!!...Depois...se houver foto, eu mostro...acho que, vou LINDA...mas, quem sou eu...é o meu primeiro jantar de Natal lá do trabalho e não quero fazer feio...bem pelo contrário...
E ainda, tenho cabeleireiro às 18:00, para cortar, pentear, maquilhar, fazer unhas (como diz o brasileiro)...AI!!!...
Devo dizer que, tenho estado de férias e, segunda recomeço no batente...para terminar em cheio, amanhã tenho dois baptizados...AI!!!...Isto é muita vida social para uma pessoa só...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ao desafio

A minha GI desafiou-me a vir aqui partilhar convosco os livros da minha infância. E cá estou eu...
Começo já por dizer que, não é plágio do post dela tudo o que aqui possa ser escrito e que seja comum ao que a GI escreveu.
O que é comum às duas é porque vivemos em conjunto, lemos em conjunto, comentavamos em conjunto, na casa dela ou na minha. Principalmente na dela, que era onde estava sediada a Biblioteca lá do sítio.
Portanto, começo com os livros da Anita que, conforme referi no meu comentário ao post da GI, não foi só ela que leu todos. Eu tive o grande privilégio de "morar na casa da GI"...que era pegadinha à minha...eu tive o privilégio de me sentar no parapeito da janela do meu quarto, que era colado com o da GI, e ela no dela, a conversarmos sobre o que estávamos a lêr ou o que tinhamos lido. Sentávamo-nos ali, como se estivessemos numa sala. Devo dizer que no meu caso era perigoso, já que os quartos eram no andar de cima da casa, eu não tinha qualquer protecção, ela tinha uma grade de ferro forjado branco à qual se encostava. Mas foram momentos deliciosos e inesquecíveis...
Principalmente nas férias grandes...os nossos dias eram passados a lêr.
O meu primeiro livro da Anita, foi precisamente Anita no Jardim, alguém me ofereceu de presente de aniversário. Não lembro se tive mais algum, mas o resto da colecção, foi lida em conjunto nas escadas de acesso ao primeiro andar de casa da GI.
Também li e tinha, porque me ofereceram, as 365 Histórias de Encantar.
Ao contrário da GI, os meus livros eram-me oferecidos por terceiros, em minha casa não havia propriamente o culto da leitura e a preocupação que existia por parte dos pais dela. Se bem que, quando eu queria, eu pedia ao meu tio e ele comprava. Mas a inciativa partia principalmente de mim.
Claro que, li Enid Blyton, a inesquecível colecção dos Cinco, a dos Sete, As Gémeas no Colégio, até porque, também estava interna num Colégio, os Desastres de Sofia.
Porque eu era muito Maria rapaz, a minha personagem de eleição nos Cinco era, obviamente, a Zé, nas Gémeas...todas quanto armassem confusão e depois a Sofia...e para quem me conhecesse desde pequenina, saberá bem porquê.
A colecção das 15 Aventuras, li-a de fio a pavio.
Havia uma particularidade em mim...eu gostava muito dos desenhos que ilustravam os livros...eu ficava encantada com a perfeição dos bonecos e suas expressões. Desenhei muitos. Abria o livro e, num papel ao lado, desenhava tal e qual o que estava no livro...em tamanho menor...ou maior...ADORAVA...
Marcaram-me muito todas as Histórias do Antigo Testamento que li numa edição ilustradíssima, para crianças, salvo erro da VERBO.
Em mim havia a particularidade de tudo o que era antigo me encantar...Antiguidade pré-clássica e clássica encantava-me.
Escusado será dizer que "devorei" os livros do Astérix, Alix, Princípe Valente.
Porque adorava Banda Desenhada, porque era maria rapaz, porque já naquela altura RIR era a minha profissão, li Michel Vaillant, Tintin, Spirou, Lucky Luck e o seu inseparável Jolly Jumper, Patinhas, Pato Donald, Mickey, Riquinho (o pobre menino rico), Gasparzinho o fantasminha camarada, Tom e Jerry, Super Homem, Batman, Homem Aranha, Mónica, Cebolinha, etc...etc...etc...LIA TUDO.
Em relação a estes últimos havia um senão, a minha tia não gostava que eu lesse porque eram escritos em português brasileiro e depois eu iria escrever com erros. Coisa que, felizmente eu já tinha capacidade para analisar e eu própria, detectava os erros e as diferenças.
Não tive o privilégio de começar a lêr aos quatro anos como a minha GI, mas tive o privilégio de, um dia, com 5 anos de idade, começar a lêr o jornal em voz alta para os meus tios.
Porque era maria rapaz, porque adorava cavalos, porque adorava História...tudo o que era Índios...marchava...havia uma colecção SIOUX, que eu adorava...As Aventuras de Rin Tin Tin...o que eu adorava...eu li Rin Tin Tin, sem sonhar que havia filmes sobre ele...na minha terra nem havia televisão...isso é que eu gostava daquele cão e do puto...
Li Oliver Twist, David Copperfield, Robinson Crusoe e o seu sexta-feira, A Tulipa Negra, Mulherzinhas.
Li a série da Brigitte, porque a GI tinha e fez o favor de me apresentar a mocita...que, diga-se de passagem, tive muito gosto em conhecer...
E li um livro, não foi um, foram dois...que, tirando a GI e eu, não conheço quem mais tenha lido...bem antes de vêr o filme que, correu em Luanda quando eu tinha 12 anos, li Música no Coração...li o Vol. I, que conta a história que todos nós conhecemos e li o Vol. II que conta a história da família Von Trapp após a sua fuga.
A história de como eu li estes dois livros...fica para outras núpcias...